Sejam bem vindo ao Blog Terapia Ocupacional de São José do Rio Preto - SP.

Aqui você fica informado sobre cursos, novidades da profissão, acompanha textos, deixa comentários e muito mais!
Tenho certeza que todos os Terapeutas Ocupacionais sentem falta de sites da nossa área.
Por isso, quero um blog que aproxime mais os profissionais, afim de trocarmos experiências, conhecimentos, informações e tudo o que for possível... além de lutar por nossa profissão, que é tão linda!!!
Ah! Aqui tem indicações de sites para leitura, com algumas partes que eu escrevi, e outros muito interessantes para acrescentar em nosso dia a dia.
Um abraço à todos os visitantes!

DEFINIÇÃO DE TERAPIA OCUPACIONAL

Terapia Ocupacional é a ciência que estuda a atividade humana e a utiliza como recurso terapêutico para prevenir e tratar dificuldades físicas e/ou psicossociais que interfiram no desenvolvimento do cliente em relação às atividades de vida diária, trabalho e lazer. É a arte e a ciência de orientar a participação do indivíduo em atividades selecionadas para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade, facilitar a aprendizagem daquelas habilidades e funções essenciais para a adaptação e produtividade, diminuir ou corrigir patologias, promover e manter a saúde.



LOCAIS ONDE EXERCEM SUAS ATIVIDADES:

Hospitais Gerais; Ambulatórios; Consultórios; Centros de recuperação bio-psico-social; Sistemas Prisionais; Órgão de controle social; Creches e Escolas; Empresas.


Sobre mim:

Mestranda na Famerp - Rio Preto - SP

Especialista em Terapia da Mão e Reabilitação do Membro Superior;

Especialista em Terapia Ocupacional Dinâmica em Neurologia;

Aprimoramento em Terapia Ocupacional;

Confecção de órteses estáticas, dinâmicas e progressivas;

Aplicação de bandagem terapêutica Kinesiotaping;

Consultoria para empresas que contratam pessoas com deficiência;

Cursos em que me capacitei: Neuropsicologia em Terapia Ocupacional; Integração Sensorial; Psicomotricidade;

Supervisão de casos clínicos e orientação de pesquisas;

Instagran: @pryscilla_to

Site: www.cirurgiadamaoriopreto.com.br

Fanpage: www.facebook.com/cirurgiadamao





Contato

Minha foto
São José do Rio Preto, SP, Brazil
Consultório de Terapia Ocupacional / Terapia da Mão (17) 3033-2430 / (17) 99716-8201 - Georgina Business Park - Rua Benedito Rodrigues Lisboa, n° 2675, bairro Jd Palmeiras - São José do Rio Preto - SP / pryscilla@gmail.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais um ótimo curso!!


CURSO AVANÇADO MÉTODO THERAPY TAPING®

São Paulo 25 e 26 de fevereiro de 2012

Objetivo:
 Aplicar as técnicas corretivas (articulares) e estabilizadoras em diferentes regiões do corpo, técnicas mio-facial e drenagem, sob o Conceito da Estimulação Tegumentar.

Público-Alvo
 Somente para alunos que fizeram o curso básico do Método Therapy Taping®.

Programa
  25/02/12 - Novas técnicas de aplicações Therapy Taping®
- Aplicações para edemas – face, membro superior, inferior e tronco.
-  Técnicas fasciais
- Técnicas corretivas – tronco posterior (cíngulo escapular e pélvico).
 26/02/12
-  Técnicas corretivas – Membros superiores e inferiores.

Ministrante Prof MsC Nelson Morini Junior, Fisioterapeuta
 Mais de 10 anos de experiência no método de bandagem elástica terapéutica
 Introdutor do método no Brasil (1998), Argentina, Chile, Ecuador e Panamá
 Desenvolveu o conceito do método Therapy Taping®
 Instrutor Sênior da bandagem terapeutica Therapy Taping
 Presidente da Therapy Taping Association – www.taping.com.br


Informações e Inscrições Dra Danielli Totora danitotora@bol.com.br 
Local: Av. Liberdade, 113 – Liberdade – ao lado metrô liberdade
Investimento R$ 750,00 R$ 50,00 (inscrição) R$700 em 4 vezes.
Material didático CD aula teórica e prática e material de apoio (tesoura e bandagem)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Desconhecida, Terapia Ocupacional cresce!

Pessoal, apesar da notícia ser antiga, ELA VALE A PENA!
Olhem só....


07/07/2009-08h34

PATRÍCIA GOMES
da Folha de S.Paulo       

Adriana Zucker, 21, levou um ano para perceber que veterinária não era o que ela queria. Mudou de curso e de faculdade e, agora que concluiu o primeiro semestre, não tem mais dúvidas: vai aproveitar um mercado em expansão para se tornar uma terapeuta ocupacional.

A terapia ocupacional - ou T.O.- é um campo na área de saúde que cuida "do fazer das pessoas", segundo a professora Maria Auxiliadora Ferrari, coordenadora do curso do Centro Universitário São Camilo.

Ou seja, ajuda pacientes que, por algum motivo, não conseguem executar suas ações cotidianas a terem uma vida normal. Isso inclui desde funções mais simples, como torcer uma roupa, depois de uma tendinite, até outras mais complexas, como a recuperação de um dependente químico. 


Unidades de saúde, consultórios particulares e consultoria a empresas são algumas das áreas em que esses profissionais podem trabalhar.

Apesar de ainda ser uma graduação desconhecida, a terapia ocupacional é regulamentada desde o fim dos anos 1960 e, principalmente da última década para cá, o campo de trabalho para os terapeutas vem se expandindo muito.

Segundo a professora Regina Rossetto, coordenadora de T.O. da Santa Casa e conselheira do Crefito 3 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de SP), "está faltando gente" no mercado.
Com 25 anos de carreira, ela conta que nunca sofreu com a falta de emprego.

Segundo o Crefito 3, são 3.736 terapeutas ocupacionais habilitados no Estado de São Paulo. Desses, 1.046 estão na capital.

Mesmo a maior popularização da profissão não impediu que Larissa Ferrari, 22, formada em T.O. pelo Centro Universitário São Camilo, tivesse que explicar, muitas vezes nos últimos quatro anos, que ela não "ocupava o tempo das pessoas", mas trabalhava com promoção de saúde.

"Ninguém sabe o que é", diz Larissa, que também só ouviu falar na profissão quando um teste vocacional no ano do vestibular mostrou que ela deveria usar sua criatividade não no curso de artes cênicas, mas na terapia ocupacional.

Situação bastante familiar vive a vestibulanda Laís Magueta, 17, que, na dúvida entre enfermagem, psicologia e fisioterapia, escolheu prestar terapia ocupacional.

Numa sala de cursinho com cerca de 140 pessoas, ela é uma das poucas que vão prestar o curso e ainda não sabe ao certo o que esperar da graduação.

Das inúmeras vezes em que foi perguntada sobre o que fazia, Larissa teve trabalho para explicar que terapia ocupacional não é fisioterapia.


"Como os terapeutas ocupacionais também trabalham na área ortopédica, especialmente com a recuperação funcional dos membros superiores, muita gente confunde", afirma a terapeuta ocupacional Maria Auxiliadora Ferrari. O foco da fisioterapia, diz ela, "é o movimento", enquanto o da T.O. "é o indivíduo como um todo".

Apesar de ambas as áreas estarem reunidas em um mesmo conselho federal, o Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), uma não é ramificação da outra. "A T.O. é uma profissão com corpo científico e conhecimento próprio", diz a professora Regina Joaquim, coordenadora do curso da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). "Nos consideramos primos", diz a conselheira do Crefito 3.




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Resolução sobre Brinquedoteca


RESOLUÇÃO Nº. 324/2007
Publicado/Atualizado em 12/5/2008 21:56:46



CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL

                   RESOLUÇÃO Nº. 324, DE 25 DE ABRIL DE 2007.

                    (DOU nº. 91, Seção 1, em 14/5/2007, página 205)

Dispõe sobre a atuação do Terapeuta Ocupacional na brinquedoteca e outros serviços inerentes, e o uso dos Recursos Terapêutico-Ocupacionais do brincar e do brinquedo e dá outras providências.   

            O PLENÁRIO DO CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, no uso das atribuições conferidas pelo inciso II do artigo 5º da Lei n.º 6.316, de 17 de setembro de 1975, em sua 160ª Reunião Ordinária, realizada no dia 25 de abril de 2007, na Sed e do COFFITO, situada na SRTVS – Quadra 701 – conj. L – Ed. Assis Chateaubriand, Bl. II, Sala 602/614 – Brasília - DF, deliberou:

Considerando que a Terapia Ocupacional é uma profissão de nível superior reconhecida e regulamentada pelo Decreto-Lei n° 938/69, Resoluções COFFITO n° 08/1978, 10/1978, 81/1987 que atribuem competência ao Terapeuta Ocupacional para o diagnóstico do desempenho ocupacional nas áreas das ati vidades da vida diária, trabalho e produtivas, lazer ou diversão e nos componentes de desempenho sensório-motor, integração cognitiva e componentes cognitivos, habilidades psicossociais e componentes psicológicos, através da utilização de métodos e técnicas terapêuticas ocupacionais;

Considerando que a atividade de brincar e utilizar o brinquedo são recursos utilizados no processo terapêutico ocupacional e que a intervenção profissional específica estimula o indivíduo na utilização de estratégias para superar demandas do seu cotidiano;

Considerando que as atividades de brincar e de utilizar o brinquedo são áreas de desempenho ocupacional inseparáveis do processo de desenvolvimento e construção da identidade do indivíduo e da criança, nas quais o interesse intrínseco é a participação ativa do indivíduo, da criança, com estímulo à elaboração de capacidades, resoluções de problemas e estabelecimento de novas relações com os objetos, seu corpo, sua história e com a produção de conhecimentos diversos;

Considerando a Lei n.º 11.104/2005, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalações de brinquedotecas nas unidades de saúde com atendimento pediátrico em regime de internação, e a Portaria n.º 2.261/2005-GM/MS que regulamenta as diretrizes de instalação e funcionamento das brinquedotecas;

Considerando que a hospitalização é uma experiência potencialmente traumática que pode causar impacto considerável no cotidiano do indivíduo e da criança e de sua família, promovendo um confronto com situações de dor e procedimentos invasivos, além de apatia, inatividade, regressão nas aquisições do desenvolvimento infantil, desorganização na realização das tarefas da vida diária, de lazer e escolar e limitações funcionais, e que o objetivo da criação de espaços de brinquedotecas em ambientes especializados, ambulatoriais e hospitalares, é de oferecer à criança e seus acompanhantes meios que possibilitem a continuidade do desenvolvimento infantil, oferecendo um lugar para que a criança, sob orientação, compreenda e possa melhor elaborar a problemática que vivencia;

Considerando que é atribuição do Terapeuta Ocupacional realizar avaliação e intervenção nos efeitos do processo de hospitalização, promovendo estratégias de superação dos problemas com conseqüente adaptação ao espaço hospitalar, através de atividades terapêuticas ocupacionais que favorecem situações prazerosas, criativas, inovadoras e mudanças comportamentais;

RESOLVE:

Artigo 1º - É exclusiva competência do Terapeuta Ocupacional, devidamente registrado no CREFITO da jurisdição de sua atuação profissional, desen volver atividade de brincar e utilizar o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais na assistência ao ser humano em suas capacidades motoras, mentais, emocionais, percepto-cognitivas, cinético-ocupacionais e sensoriais, em todos os níveis de atenção à saúde.

Artigo 2º - Com vistas a prestar assistência profissional em situação individualizada ou grupal, o Terapeuta Ocupacional desenvolverá atividade de brincar e utilizará o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais para possibilitar à criança e seus familiares o enfrentamento dos desafios no ambiente demandado, em especial o hospitalar, estimulando os componentes de desempenho ocupacional sensório-motor, integração cognitiva e componentes cognitivos, habilidades psicossociais e componentes psicológicos, nos cont extos temporais e ambientais de desempenho ocupacional.

Artigo 3º - A composição da equipe multidisciplinar da brinquedoteca ou de serviços inerentes ao desenvolvimento da atividade de brincar e utilização do brinquedo como instrumentos terapêutico-ocupacionais deverá contar com profissional Terapeuta Ocupacional em número que comprovadamente permita o atendimento com qualidade no estabelecimento assistencial público ou privado, competindo apenas a este desempenhar esses serviços.

            Artigo 4º - Recomendar que os serviços inerentes ao desenvolvimento de atividade de brincar e utilização do brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais na assistência ao ser humano, em brinquedotecas ou outros serviços, estejam sob a coordenação e responsabilidade técnica do Terapeuta Ocupacional.

Artigo 5º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições contrárias.

FRANCISCA RÊGO OLIVEIRA DE ARAÚJO

Diretora-Secretária

JOSÉ EUCLIDES POUBEL E SILVA

Presidente do Conselho

Fonte: Coffito

Curso para TOs

Se informem sobre este curso pessoal!!
Parece ser interessante.

Curso de Terapia por Contensão Induzida - Curitiba PR
 Para profissionais e estudantes de Terapia Ocupacional e Fisioterapia.

Inscrições e informações:

tcicuritiba@yahoo.com.br
tcicuritiba.blogspot.com
www.contensãoinduzida.com.br

Mais um Curso para TOs


 Terapeutas Ocupacionais!!
Mais um Curso no Espaço Viver com Arte.
Quem quiser acessar o conteúdo do curso e cronograma, mande-me e-mail ou comentário aqui na postagem que enviarei.
Olhem só:

 ESTUDOS DA ARTE EM NEUROPSICOLOGIA: A APLICAÇÃO DE RECURSOS ARTÍSTICOS EM ABORDAGENS NEUROPSICOLÓGICAS


            Este curso tem a duração de 12 meses em 13 módulos seqüenciais de 8 horas cada aos sábados, mensalmente e em alguns meses quinzenalmente. É destinado ao conhecimento em neurociências das funções neuropsicológicas aplicado aos estudos dos processos expressivos. Os temas fornecem desde informações compreensivas sobre pontos introdutórios (básico-conceituais e históricos da neuropsicologia), passando pelas bases neuroanatômicas e funcionais do cérebro, até o estudo das diversas funções cognitivas e como estas interferem na ação e por conseguinte, na expressão humana e nos processos artísticos.

         A partir de um conhecimento maior de como funciona a arte no cérebro, têm-se como objetivo, instrumentalisar profissionais que lidam com processos interventivos em arte para atuar com maior cientificidade em seus trabalhos, incorporando aos conhecimentos terapêuticos, a fundamentação orgânica e funcional dos processos cerebrais.



Ministrante:

Maria Cristina Anauate: Terapeuta Ocupacional (USP- 1980) – Estudos em reabilitação neuropsicológica no Oliver Zangwill Centre (Ely- Inglaterra) e Arte Terapia no Sedes Sapientiae – Ex - Membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp – 2006 a 2009) – Curso de jardinagem e paisagismo pela Escola Paulista de Paisagismo - Graduação por dois anos em Biologia – USP – 1978 - Experiência prática em jardinagem e paisagismo e na aplicação destes recursos em reabilitação e prevenção -  Experiência docente e clínica em reabilitação neurológica e neuropsicológica em intervenção e prevenção e na aplicação de recursos artísticos e da natureza como meio de intervenção – Campo de pesquisa: arte e demência no Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Ambulatório de Neurologia do Hospital das Clínicas da FMUSP – Coordenadora e criadora do Espaço Viver com Arte ministrando cursos nas áreas de neuropsicologia, reabilitação neuropsicológica, arte e jardinagem.

Local do curso: bairro do Campo Belo, SP, capital (endereço fornecido no ato da inscrição - próximo ao aeroporto de Congonhas – acesso de metrô mais ônibus).
 TEL: 0xx11 55331029/99902630.
 Falar com Maria Cristina Anauate

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pós-graduação multidisciplinar.

Nossa TOs!!!

Quantos cursos interessantes para nossa área!!
Pesquisem e escolham.
Aqui está mais um:


        Curso Desenvolvimento e Saúde Mental na Infância e Adolescência.
        Pós- graduação lato sensu/especialização Famerp/Faepe
        Início em 30 de março.
       

http://www.inscricaoonline.famerp.br/CatalogoCursos/Detalhes.aspx?CursoId=292

Congresso para Terapeutas Ocupacionais

Programem-se pessoal!
Aqui está um congresso para TOs no segundo semestre deste ano.
Ah! E não se esqueçam: enviem trabalhos e pesquisas para apresentação, ok? É isso que precisamos para fortalecer nossa profissão!!


IX CONGRESSO NORTE-NORDESTE DE TERAPIA OCUPACIONAL


26 A 29 DE SETEMBRO DE 2012

A ciência da ocupação e a interdisciplinaridade nas políticas de saúde e contexto social.

Contato:
http://www.conntonatal2012.com.br/
(84) 3211-4358

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Curso para Terapeutas Ocupacionais

   
        Pessoal, estou divulgando um curso muito interessante para nossa área, que inclusive o fiz.
        Pelo que pesquisei, ainda não está disponível no site abaixo. Porém, é só colocarem comentários com e-mails que envio a programação diretamente, ou mandem e-mails para o contato do curso.
        Aproveitem!

A Intervenção da Terapia Ocupacional nas Demências, Comprometimento Cognitivo Leve e Envelhecimento sob o olhar da Neuropsicologia 
    Coordenadora e ministrante: Maria Cristina Anauate: Terapeuta Ocupacional (USP- 1980) – Estudos em reabilitação neuropsicológica no Oliver Zangwill Centre (Ely- Inglaterra) e Arte Terapia no Sedes Sapientiae – Ex - Membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp – 2006 a 2009) – Experiência docente e clínica em reabilitação neurológica e neuropsicológica em intervenção e prevenção e na aplicação de recursos artísticos como meio de intervenção – Campo de pesquisa: arte e demência no Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Ambulatório de Neurologia do Hospital das Clínicas da FMUSP – Coordenadora e criadora do Espaço Viver com Arte ministrando cursos nas áreas de neuropsicologia, reabilitação neuropsicológica, arte e jardinagem.

www.vivercomarte.com.br
espaçovivercomarte@uol.com.br
Tel: (11) 5533-1029 e (11) 9990-2330







domingo, 15 de janeiro de 2012

Perda de memória: você tem este hábito?



Ao chegar à terceira idade, nossa pele já não tem mais a elasticidade dos 20 ou 30 anos. Os cabelos e as unhas estão enfraquecidos. E juntamente com essas mudanças, nossa memória já não tem a mesma vitalidade de antes. Porém, a beleza e a juventude continuam presentes nas pessoas que atingem este ciclo de vida.

Com o passar dos anos, a perda de memória é uma consequência inevitável do envelhecimento normal e pessoas mais jovens, entre 50 e 60 anos estão apresentando estes sintomas devido ao estresse, vida agitada ou início de comprometimento neurológico. Sendo assim, o indivíduo que perceber algo diferente necessita ficar atento.

Atividades intelectuais previnem o aparecimento da perda de memória, que pode ocorrer após um acidente vascular encefálico, traumatismo crânio-encefálico ou dependendo da pré-disposição do indivíduo, o “Mal de Alzheimer”, doença degenerativa do sistema nervoso central que afeta principalmente a memória, a linguagem e o comportamento.

A audição e a visão são dois componentes importantes para um bom armazenamento de informações na memória. Caso estes sentidos apresentem algum tipo de deficiência, sugere-se uma avaliação médica.

Os déficits cognitivos podem ocasionar limitações funcionais profundas. Além das alterações neurofuncionais, estes prejuízos provocam alterações em várias áreas do desempenho ocupacional. Os sintomas são: dificuldade de realizar atividades cotidianas, baixa atenção, raciocínio lento, pequenas falhas de memória como esquecer o que iria fazer em determinado momento várias vezes por dia, não completar ou não formar frases, entre outros.

O objetivo da intervenção terapêutica é maximizar o nível de desempenho da pessoa motoramente, cognitivamente e socialmente, e minimizar o grau de confusão mental, bem como orientar o cuidador a auxiliar o paciente.

 A avaliação é realizada por um terapeuta ocupacional, e o tratamento visa técnicas de Reabilitação Cognitiva, que previne e/ou retarda o processo de evolução da doença. O procedimento do tratamento é através de atividades terapêuticas específicas como treino, estratégias, práticas em múltiplas situações, raciocínio lógico, atividades perceptivas, atividades verbais, memorização, etc.

Assim como o corpo necessita de exercícios, a memória necessita de estímulos diários para manter-se lúcida e ágil. Entre eles, está a leitura de jornais ou revistas, contando o que leu a outras pessoas, interpretando o texto, utilizando a atenção, etc.

A pessoa que alcança a terceira idade e se aposenta não deve ganhar um sofá, por exemplo, e se acomodar, mas continuar sua vida ativa como antes, para a preservação da saúde física e mental.

Este tratamento trará o paciente de volta à realidade e consequentemente sua independência, proporcionando-o assim, melhor qualidade de vida.

Fonte: Texto escrito pela autora para o jornal Saúde em Dia.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Definição de Terapia Ocupacional




É uma área do conhecimento, voltada aos estudos, à prevenção e ao tratamento de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas, através da sistematização e utilização da atividade humana como base de desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos.

TERAPEUTA OCUPACIONAL

É um profissional dotado de formação nas Áreas de Saúde e Sociais. Sua intervenção compreende avaliar o cliente, buscando identificar alterações nas suas funções práxicas, considerando sua faixa etária e/ou desenvolvimento da sua formação pessoal, familiar e social. A base de suas ações compreende abordagens e/ou condutas fundamentadas em critérios avaliativos com eixo referencial pessoal, familiar, coletivo e social, coordenadas de acordo com o processo terapêutico implementado.

O Terapeuta Ocupacional compreende a Atividade Humana como um processo criativo, criador, lúdico, expressivo, evolutivo, produtivo e de auto manutenção e o Homem, como um ser práxico interferindo no cotidiano do usuário comprometido em suas funções práxicas objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida.

As atividades do profissional estendem-se por diversos campos das Ciências de Saúde e Sociais. Avalia seu cliente para a obtenção do projeto terapêutico indicado; que deverá, resolutivamente, favorecer o desenvolvimento e/ou aprimoramento das capacidades psico-ocupacionais remanescentes e a melhoria do seu estado psicológico, social, laborativo e de lazer.

LOCAIS ONDE EXERCEM SUAS ATIVIDADES:
  1. - Hospitais Gerais;
  2. - Ambulatórios;
  3. - Seus consultórios;
  4. - Centros de recuperação bio-psico-social;
  5. -Projetos Sociais Oficiais;
  6. - Sistemas Prisionais;
  7. - IES;
  8. -Órgão de controle social;
  9. - Creches e Escolas;
  10. - Empresas.
Fonte: Coffito

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Brincar é coisa séria.

Sabe-se que “todas” as crianças gostam de brincar, mas nem sempre damos tanta atenção a isso. Quem tem filhos, parentes que são crianças ou trabalha com esta clientela, necessita observá-la melhor.

Brincar é o trabalho da criança. Quando esta não brinca, não se interessa por brinquedos, deve-se estimulá-la, ensiná-la a brincar e ter brinquedos em casa ou no local que a mesma frequenta, como creches, internação em hospitais, etc. Os brinquedos não necessitam ser os mais modernos e caros. Qualquer brinquedo estimula uma criança, seja sonoro, pedagógico, de faz-de-conta, entre outros.

A atividade lúdica é a principal da infância, pois começa antes mesmo de sua entrada na escola. Através da interação lúdica a criança assimila a realidade a que está submetida, compartilha e exterioriza sentimentos e emoções, estabelece laços e vínculos, desenvolve a consciência de si e do meio social, estimula a atenção, o raciocínio, a coordenação dos membros e do próprio corpo. Garantir o direito de brincar é garantir que a criança dê continuidade ao seu pleno desenvolvimento. É possibilitar a manutenção da saúde física e psíquica.

No início do desenvolvimento infantil, o adulto funciona como um mediador (facilitador) entre a criança e o mundo. Através das relações afetivas estabelecidas entre eles, a criança exercita suas funções sensoriais primitivas, precursoras do desenvolvimento das atividades motoras e do surgimento da linguagem. Desse modo, pode-se dizer que o desenvolvimento da criança se estabelece graças à relação com o mundo social, através das atividades práticas na relação com o mundo dos objetos materiais mediado pelo adulto.

O primeiro brinquedo da criança é o rosto da mãe. Depois ela descobre o próprio corpo e brinca com ele (mãos, pés). A partir daí se interessa por objetos, quer manuseá-los e brincar com os mesmos. E pode acreditar: ela necessita passar por todas as fases do brincar para poder ser um adulto mais satisfeito, com inteligência mais prática e saber lidar melhor com as emoções.

De acordo com VYGOTSKY (1989), a influência do brinquedo no desenvolvimento da criança é um fator fundamental, embora a aprendizagem não surja diretamente dele e seja determinada por todo o desenvolvimento anterior da criança, as maiores aquisições desta são conseguidas no brinquedo.

É importante que a criança frequente a escola não apenas na primeira série ou na fase pré-escolar, mas desde o jardim/maternal, para poder ter contato com outras crianças, sociabilização e aprendizagens pedagógicas (não a leitura, mas os pré-requisitos para a mesma).

As crianças que permanecem brincando com um tipo de brinquedo ou objeto por muito tempo (como as que só ficam no computador), devem ser orientadas a mudar e ter interesse por outras coisas, pois tudo tem um limite, e assim deixa de ser benéfico. É importante brincar com jogos, em espaços físicos (esconde-esconde, bola queimada - brincadeiras que hoje em dia é rara a criança que sabe brincar, infelizmente), fazer esporte, entre outros.

Brincar não é quebrar os brinquedos ou ficar jogando-os somente. É dar função ao brinquedo, encaixar se for de encaixe, jogar se for bola, bater/martelar se for pinos. Exceto quando a criança brinca de faz-de-conta e faz uma caneta virar um avião, uma caixa virar uma panela para ela cozinhar, etc. Isso é totalmente saudável e faz parte do desenvolvimento normal da mesma.

Portanto, é de extrema importância que a criança brinque. E quando isso não ocorre há a necessidade de uma avaliação de um profissional que irá averiguar um possível atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, transtornos mentais ou apenas falta de estímulo.

Quando notar algo diferente na criança ou tiver alguma dúvida, o terapeuta ocupacional avalia e trata a mesma, e orienta seus familiares a auxiliá-la e estimulá-la da melhor forma possível, para poder se desenvolver e não apresentar dificuldades ou problemas futuros.

Fonte: texto escrito pela autora para o jornal Saúde em Dia.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A mente humana

Certamente a mente humana depende em grande parte da memória. Um pensador italiano dizia que “somos aquilo que lembramos”. Já outro, acrescenta que “também somos o que decidimos esquecer”. De acordo com nossos hábitos e personalidade, podemos não esquecer as ofensas e as agressões jamais, e nesse caso estaremos propensos à amargura, à paranóia ou ao ressentimento. Podemos escolher esquecê-las por completo ou reprimi-las, até que desapareçam do nosso acervo de memórias importantes, e nesse caso ficaremos muitas vezes indefesos perante a sua repetição. Podemos também, entretanto, escolher reprimi-las ou extingui-las até que passem a ficar fora do acervo das memórias de uso diário e facilmente acessíveis, mas à nossa disposição caso se tornem necessárias; por exemplo, quando for oportuno esquivar-nos ou defender-nos de novas ofensas e agressões.

Nossa mente possui os mecanismos para escolher entre essas possíveis soluções. O uso repetido de uma ou outra delas nos leva por rumos diferentes em relação à nossa personalidade; e a personalidade não é algo que se obtém como um diploma em uma certa idade: podemos mudá-la ao longo da vida, como produto das memórias deixadas pelas experiências. O mundo está cheio de pessoas que já foram “boazinhas” e, como conseqüência de uma guerra, uma humilhação ou um infortúnio, se tornaram ressentidas e perigosas. E também de outras que já foram ressentidas e amarguradas e depois de um sucesso, um golpe de sorte, o amor de alguém, o amor de muitos, a realização pessoal ou qualquer outro motivo, tornam-se tolerantes, benevolentes e de trato agradável e frutífero.

As mudanças de personalidade pelo conjunto de experiências que temos são muitas vezes inconscientes e até involuntárias; outras vezes são conscientes e produto de nosso julgamento sobre o que é que mais nos convém na sociedade em que vivemos, e de nossa análise cuidadosa das características dessa sociedade. Isso inclusive acontece também com os animais. É fácil verificar mudanças de temperamento em cachorros ou outros animais de estimação ou de laboratório submetidos a experiências da índole mencionada no parágrafo anterior. Não é por casualidade nem por erros inatos da carga genética que há cachorros que jamais mordem a mão de quem lhes dá comida, e outros que sempre o fazem. Os animais também são aquilo que lembram e aquilo que escolhem esquecer.

É bem presente que, em todo momento de nossa vida, a cada minuto, estamos com algum estado de ânimo ou emocional determinado, e em determinado estado sentimental; e que ambos são facilmente mutáveis. Os estados de ânimo, as mudanças de humor e os estados sentimentais causam e são regulados por vias cerebrais muito bem definidas, e cada uma delas atuam sobre receptores bem diferentes espalhados por todo o cérebro. Alguns desses estados favorecem a aquisição ou a evocação (que significa trazer à lembrança) dos mais diversos tipos de memória. Mas dependendo do estado emocional da pessoa, pode-se afetar a formação de algumas destas memórias, como as de curto e longo prazo.

A memória de curto prazo é aquela que mantém as informações por um curto período de tempo. Por exemplo, ao ouvir um número de telefone, esse é mantido na memória de curto prazo por tempo suficiente para que se realize a ligação, podendo posteriormente, ser perdido ou fixado. A memória de longo prazo refere-se a um sistema onde a informação é armazenada por um tempo prolongado e está disponível para evocação sempre que necessário. Por exemplo, usamos este tipo de memória quando nos recordamos da data de aniversário de um velho amigo.

A mente humana abrange, porém, muito mais do que a memória. Nas funções mentais participam a percepção, o nível de alerta, a seleção do que queremos perceber, recordar ou aprender, a decisão sobre o que queremos fazer ou deixar de fazer, a vontade, a compreensão, os sentimentos, as emoções, os estados de ânimo e tudo aquilo que é englobado sob os conceitos de inteligência e consciência. Todas estas variáveis são fortemente influenciadas pelas memórias e vice-versa; mas são entidades separadas da mesma e com mecanismos próprios. Como resultado do registro de variáveis internas ou externas que aumentam ou diminuem os níveis de alerta e atenção e causam ou não ansiedade ou estresse, ocorrem mudanças somáticas (no corpo) que nem sempre se relacionam com a memória: hiperventilação, taquicardia, aumento da pressão arterial, dos movimentos e secreções do tubo gastro-intestinal, secreção de bílis, etc. O estresse repetido pode alterar alguns dos parâmetros fisiológicos mencionados (pressão arterial, freqüência cardíaca, secreção gástrica) de forma permanente.  É claro que todos estes fenômenos por sua vez afetam a atividade nervosa e, dentro dela, as funções mentais, inclusive as referentes à memória.

A mente é uma das partes mais complexas do corpo humano e ainda há muito o que se aprender e estudar. Porém, atualmente sabemos muitas coisas novas e importantes sobre alguns aspectos da mesma e sua patologia, principalmente sobre a percepção e a memória. E também sabemos tratar muito melhor essas patologias do que há dez anos atrás, por exemplo.

Portanto, devemos estar sempre atentos a qualquer parte do nosso corpo, sobretudo a memória, já que possui tamanha importância. Somente assim poderemos prevenir, recuperar ou curar doenças da mente que afetam a memória, a atenção, o raciocínio, causam depressão, entre outras.

Fonte: texto escrito pela autora para o jornal Saúde em Dia.




A construção da memória

Você se lembra da última reportagem que leu, antes de virar a página e chegar a esta? E do cardápio do café da manhã de hoje? Sabe também nomear os personagens de um livro que leu há algum tempo? Se respondeu afirmativamente a estas questões, parabéns. Sua memória está afiada. Ou melhor, não ela, mas o complexo sistema cerebral que a constitui. É que as lembranças não se processam de uma maneira unitária, isolada. Para se ter uma idéia, só para responder às perguntas acima, você ativou dois tipos de memória: de curta duração e de longa duração. Complicado? Nem tanto. Atualmente, a teoria das “várias memórias” é a mais aceita para se explicar um campo até a pouco totalmente ignorado. Só agora, no final da chamada década do cérebro, os cientistas começam a desvendar esse misterioso circuito da mente.

As pesquisas, cada vez mais sofisticadas, estão revelando facetas intrigantes que prometem dar respostas sobre o funcionamento da memória. Biólogos da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, mostraram em macacos que os neurônios ou células cerebrais são capazes de se multiplicar. É uma informação preciosa. Até há pouco tempo, acreditava-se que os neurônios não tinham essa capacidade. Ou seja, uma vez danificados, eles não voltariam a cumprir suas importantes funções dentro do cérebro. Saber que eles podem se recuperar abre uma frente otimista no tratamento de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer, já que poderá haver a possibilidade de substituir células danificadas por novas. Na memória, essa constatação é importante porque apresenta a possibilidade de se ter estoques de novas células capazes de reter mais informações. A experiência, no entanto, ainda não foi realizada em humanos.

Num outro texto, comentamos sobre alguns dos vários tipos de memória. Para recordarmos rapidamente, temos a memória de curto prazo ou curta duração que armazena informações por período limitado. Por exemplo: você lê e guarda um dado que será preciso para a realização de um trabalho. Assim que finaliza a tarefa, logo a esquece, e não transfere a informação para a memória de longa duração, que é um outro tipo de memória, e que pode durar a vida inteira.

A memória de longa duração se subdivide em duas categorias: a explícita (que inclui as memórias episódica e semântica) e a implícita. Na primeira registram-se os acontecimentos do dia-a-dia (memória episódica), como lembrar que tomou café da manhã; e também o conhecimento geral dos fatos e objetos (memória semântica). Já a memória implícita é aquela que não se explica conscientemente. É o nosso “automático”, acessado quando temos de amarrar um sapato ou dirigir, por exemplo. Fazemos automaticamente.

Quando a pessoa tem um declínio ou déficit da memória devido alguma doença ou envelhecimento, ocorre o esquecimento, as falhas da memória, da atenção, e conseqüentemente, problemas no dia-a-dia. Alguns exemplos de doenças que causam demências são tumores intracranianos, esclerose múltipla, Parkinson (40% dos casos), demência por falta de vitamina B12, entre outras. Mas a mais comum e citada acima é o Mal de Alzheimer, que quando diagnosticada no início, consegue-se contornar os sintomas mais satisfatoriamente.

Aquela antiga idéia de que o velho só se lembra de fatos remotos e se esquece dos acontecimentos recentes pode ser sinal de que algo não vai bem. Se isso ocorrer, é importante procurar um profissional. Mas, mesmo que não se esteja sofrendo de nenhuma doença, muitos especialistas afirmam que, com a idade, a memória tende a sofrer um decréscimo. Até porque os idosos em geral não costumam estar atentos a fatos do dia-a-dia. E a atenção é um item importante para a fixação de novas informações. A falta de memória nos idosos esconde problemas como desmotivação e perda de autoconfiança. Eles só têm expectativas pessimistas e não gravam novos acontecimentos. Mas, como a memória é limitada, o melhor a fazer, portanto, é não “gastá-la”, armazenando fatos irrelevantes. Não é saudável saber tudo de cor. Organizar uma agenda, escrever uma lista de supermercado e selecionar o que realmente precisa ser lembrado são uma boa maneira de poupar a memória.

Se informações inúteis sobrecarregam a memória, o mesmo não se pode dizer sobre atividades que são verdadeiros estímulos para o cérebro. Ler, conversar, exercitar e estimular a criatividade são fundamentais. Pode parecer simples, mas essas atividades aumentam o número de conexões entre os neurônios (sinapses). Quanto maior o número de sinapses, melhor a memória e a capacidade intelectual. Para provar que os estímulos são fundamentais para a memória, um neurofisiologista coordenou uma pesquisa em que foram analisados jovens entre 12 e 18 anos que cursavam respectivamente a sexta série ginasial e a terceira série colegial. Analisou também dois grupos de idosos. O primeiro tinha no máximo até a quarta série do ensino fundamental e o segundo possuía curso superior. O resultado mostrou que o idoso com curso superior tinha a mesma capacidade de memorização do que um jovem que cursava o colegial. Em outras palavras, para manter a memória viva o melhor a fazer é usá-la. E bem.

Além dos exercícios, o interesse e a paixão por aquilo que se faz são condições perfeitas para se fixar novas informações. Sem isso não há atenção. E sem atenção praticamente não existe memória.

 Fonte: matéria escrita pela autora para o jornal Saúde em Dia.